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Edição 67. Destino

Aldina Duarte
Aldina Duarte

Aldina Duarte é reconhecida como uma das grandes vozes actuais do Fado pela sua personalidade artística inconfundível e pela sua singular capacidade interpretativa. Tem uma intensa carreira de concertos nas principais salas de espectáculo portuguesas (Culturgest, Fundação Calouste Gulbenkian, São Luiz Teatro Municipal, Casa da Música, Teatro Nacional São João, Coliseu dos Recreios, Centro Cultural de Belém, entre outras) e em grandes festivais no país e no estrangeiro. Aldina é, ainda, fadista residente do elenco de uma das mais relevantes casas de Fado de Lisboa, o Senhor Vinho, com direcção artística de Maria da Fé. A sua paixão pela Literatura leva-a a aliar ao repertório musical tradicional dos grandes fados estróficos tradicionais uma escolha cuidadosa dos poemas que canta, sendo ela própria autora de muitas das suas letras, bem como de outras cantadas por quase todos os fadistas da nova geração, como Camané, Carminho, Ana Moura ou António Zambujo.

Em Outubro de 2017 lançou o seu mais recente trabalho, Quando Se Ama Loucamente, um disco não só cantado, mas também escrito pela própria, e um tributo à escritora Maria Gabriela Llansol – um álbum considerado pela imprensa um dos acontecimentos musicais do ano. A digressão de 2018 de Quando Se Ama Loucamente percorreu o país inteiro, passando, entre outros locais, pelo Teatro de Almada, pelo Centro Cultural de Belém, em Lisboa, onde contou com os convidados especiais Manuel Cruz e Pedro Gonçalves, pela rota das Aldeias Históricas do Norte de Portugal, pelo Festival Literário de Óbidos, e muitos mais. Avançando para 2019, no dia 25 de Janeiro, integrando a programação musical do grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, participa num concerto único – O Fado e a Poesia – com os convidados especiais Carlão (voz) e Filipe Raposo (piano). Os concertos por Portugal e pelo estrangeiro multiplicam-se, assim como a sua colaboração em novos projectos, como no Teatro D. Maria II, com a actriz Isabel Abreu, entre outras novidades a anunciar na altura certa.

Colabora frequentemente em acontecimentos interdisciplinares que cruzam o Fado com outras expressões artísticas e culturais, em conjunto com personalidades como José Tolentino de Mendonça, Pedro Cabrita Reis, Rui Vieira Nery, entre outros. É autora ela própria de diversos projectos de difusão do Fado, como o ciclo de conferências/debates A Cantar e a Contar, realizado no Centro Cultural de Belém, com Helena Vasconcelos; as oficinas Fado Para Todos, promovidas pelo Museu do Fado; a série de entrevistas Fados e Tudo, em exibição online no site do mesmo Museu, tendo este último projecto dado origem a um ciclo de espectáculos sob a sua coordenação no São Luiz Teatro Municipal. Tem igualmente realizado conferências nos Festivais de Fado de Madrid, Sevilha, Bogotá e Buenos Aires. Da sua participação no cinema, destacam-se o documentário Aldina Duarte: Princesa Prometida, do realizador Manuel Mozos, apresentado e premiado em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais; a colaboração em Xavier, também de Manuel Mozos; a participação em A Religiosa Portuguesa, de Eugène Green; e nos documentários O Fado da Bia, de Diogo Varela Silva e O Fado Pelo Mundo – Aldina Duarte: Lisboa – Macau, este último produzido pela RTP.

A sua discografia inclui os álbuns Apenas o Amor (2004), Crua (2006), Mulheres Ao Espelho (2008), Contos de Fados (2011) e Romance(s) (2015). Este último é um álbum duplo que incorpora um romance escrito em verso por Maria do Rosário Pedreira para as melodias do fado tradicional, assim como uma banda sonora para a mesma história criada pelo produtor musical Pedro Gonçalves (Dead Combo), tendo sido considerado pela crítica nacional como o melhor disco do ano e merecido especial destaque por parte da revista Songlines, uma referência mundial no campo da imprensa musical especializada. Ao longo de 2017, participou em diversas conferências sobre os temas da música, da literatura e das questões de género nas artes, tanto na Fundação Calouste Gulbenkian como em vários festivais literários. Realizou diversos concertos, em Portugal e no estrangeiro, destacando-se no lendário Largo de São Carlos, em Lisboa. Manteve as três temporadas bimestrais da sua Comunidade Fado Para Todos, que existe há três anos no Museu do Fado.

 

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